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História e arquitetura: conheça o Forte de São José da Ponta Grossa

Dicas técnicas
Autor: Pointer - Data:

Turismo não se trata apenas de conhecer lugares bonitos ou descansar em paisagens tranquilas, mas também de aprender sobre culturas e povos, incluindo os nossos. Um bom exemplo é o passeio ao Forte de São José da Ponta Grossa, em Florianópolis.

O lugar foi um importante ponto de defesa da região no século 18 e guarda nas suas paredes um pouco da história do nosso país, especialmente do povo da região de Santa Catarina. A visita vale para aprender sobre isso e se inspirar nas lições que o passado oferece para as nossas vidas.

História

Em meados do século 18, portugueses e espanhóis disputavam riquezas e territórios na América do Sul. Para proteger a Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, o brigadeiro português José da Silva Paes, então governador da Capitania de Santa Catarina, mandou construir três fortalezas para compor um sistema triangular de defesas na Barra Norte da ilha. Eram os fortes de São José da Ponta Grossa, Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones

Infelizmente para os portugueses, o plano não funcionou como o esperado. Em 1777, 17 anos depois da morte de José da Silva Paes, os espanhóis invadiram a Ilha de Santa Catarina com 12 mil homens divididos em 117 navios. Em vez de passar pela Barra Norte e enfrentar o sistema de fortalezas, eles deram a volta e desembarcaram em Canasvieiras.

Com a rendição dos portugueses, o Forte de São José da Ponta Grossa ficou sob domínio da Espanha até o ano seguinte, 1778, quando foi devolvido a Portugal (junto da Ilha de Santa Catarina e outros territórios) após a assinatura do Tratado de Santo Ildefonso, que encerrou as tensões entre portugueses e espanhóis.

Depois de devolvida, a fortaleza foi abandonada, sendo inclusive saqueada por alguns moradores da região, que buscavam tijolos e outros materiais para as construções das suas próprias casas.

O forte foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938 e, em 1992, passou a ser gerido pela Universidade Federal de Santa Catarina, que restaurou o lugar e o abriu para visitação, inclusive com exposição de fotos e informações arqueológicas sobre o lugar.

Atrações

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A Fortaleza de São José da Ponta Grossa oferece uma série de atrativos para os seus visitantes

A Fortaleza de São José da Ponta Grossa oferece uma série de atrativos para os seus visitantes. Confira, a seguir, algumas das melhores coisas para se fazer quando for visitá-la.

Praia do Forte

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O Forte de São José fica localizado perto de uma praia muito bonita, que ganhou o nome de Praia do Forte

Como o objetivo do Forte de São José era defender a Ilha de Santa Catarina de invasores, ele fica localizado perto de uma praia muito bonita, que ganhou o nome de Praia do Forte. Hoje em dia, não há mais risco de invasão e é possível curtir a areia e as ondas com tranquilidade, tanto antes como depois do passeio até a fortaleza.

Exposições

Dentro do forte, existe uma exposição que fala sobre a vida dos soldados que habitavam aquele forte, seus costumes, rotina e funções dentro da fortaleza. A apresentação também fala bastante sobre a estratégia de defesa da Ilha e os eventos históricos que se passaram ali.

Bateria de São Caetano

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O Forte de São José contava com uma bateria, que ficou conhecida como Bateria de São Caetano, que tinha 6 poderosos canhões voltados ao mar

No auge do seu poderio militar, o Forte de São José contava com uma bateria — intitulada Bateria de São Caetano — com, pelo menos, 6 poderosos canhões voltados ao mar, para deter os navios que por ali passassem. Hoje, restam apenas ruínas do lugar, uma pequena guarita e trechos da muralha que protegiam a região, mesmo assim, vale a pena a visita.

Capela de São José

Um dos principais pontos sociais entre os soldados da fortaleza era a Capela de São José, onde se reuniam para missas e orações. Ela ainda está de pé, graças ao trabalho de restauro da coordenação do Forte — vale visitar as paredes maciças e sentar naqueles bancos de madeira.

Casa do Comandante

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A Casa do Comandante é outro ponto turístico do local, ela abriga uma exposição com objetos arqueológicos escavados no forte

Outro especial ponto turístico do forte é a Casa do Comandante. Foi ali que os portugueses assinaram o termo de rendição aos espanhóis em 1777 e é um lugar histórico para os moradores da ilha. Além disso, a casa também abriga uma exposição com objetos arqueológicos escavados no forte.

Atelier das Rendeiras

Para terminar o passeio, nada como uma boa dose de cultura. No Forte, estão um dos núcleos das rendeiras de Florianópolis, elas apresentam a técnica aos visitantes e comercializam as peças vendidas no local — é uma ótima oportunidade de comprar um souvenir para a família.

Visite

O forte de São José da Ponta Grossa está aberto para visitação o ano todo, inclusive durante o fim de semana ou feriados.

Durante a Alta Temporada — que vai do Natal até o primeiro domingo depois do Carnaval — o horário da visita é das 9h às 12h, com pausa para o almoço e retorno das 13h às 19h.

Já na baixa temporada — da primeira segunda após o Carnaval até a véspera de Natal — a visitação é das 9h às 12h, com pausa para o almoço e retorno das 13h às 17h.

Para entrar, é necessário comprar um ingresso de R$ 8. Se for em dupla, o valor fica R$ 10 para os dois. Estudantes pagam meia, inclusive no ingresso duplo, enquanto pessoas acima de 60 e crianças com menos de 5 anos são isentas.

Acesso

O Forte de São José da Ponta Grossa fica ao norte da Ilha de Santa Catarina, entre as praias de Jurerê e do Forte. O local fica a 25 km do centro de Florianópolis e pode ser acessado mais facilmente por carro ou por ônibus.

De carro, é só pegar a Rodovia SC-401 e seguir até o quilômetro 13, no trevo de Jurerê. Ali, pega-se a saída para Jurerê Internacional e segue a sinalização até a Praia do Forte. Também existem muitas linhas de ônibus que param na região do forte. A mais próxima é a 272 – Jurerê, que sai do Terminal Integração Santo Antônio e tem seu ponto terminal na rua do Forte.

Outra opção para chegar ao lugar é por passeios de escunas, que saem de diversos pontos da ilha, no centro de Florianópolis, em Canasvieiras, em Sambaqui e em Governador Celso Ramos, cada um com preço médio de R$ 45 por pessoa.

Inspiração

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A cerâmica Jurerê, da linha Pedras Brasileiras, foi inspirada nas rochas que serviam de proteção no Forte de São José da Ponta Grossa. Ela reproduz tons intensos de cinza e de grafite, deixando o ambiente rústico mas com um toque de sofisticação

Como deu para ver, o Forte de São José da Ponta Grossa é um lugar riquíssimo em história e arquitetura, com suas paredes enormes feitas em pedras resistentes. A Fortaleza é tão especial que foi escolhida para inspirar a linha Pedras Brasileiras, que visa reinterpretar a arquitetura histórica nacional.

O arquiteto Maurício Arruda, responsável pelo projeto, escolheu o Forte como um dos principais exemplos de uso de pedras na arquitetura histórica do Brasil e visitou o lugar para se inspirar e criar a cerâmica Jurerê.

A cerâmica reproduz tons intensos de cinza e de grafite, com um relevo rústico, e é inspirada nas rochas que serviram e, ainda servem, de proteção no Forte de São José da Ponta Grossa.

E aí, gostou de conhecer mais sobre a fortaleza? Então, compartilhe esse artigo nas suas redes sociais e marque alguns amigos para combinar um dia para visitar o lugar!