{"id":50692,"date":"2024-02-23T08:32:14","date_gmt":"2024-02-23T11:32:14","guid":{"rendered":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/?p=50692"},"modified":"2024-02-23T08:32:14","modified_gmt":"2024-02-23T11:32:14","slug":"as-marcas-do-tempo-na-arquitetura-e-revestimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/as-marcas-do-tempo-na-arquitetura-e-revestimentos\/","title":{"rendered":"A arquitetura e suas marcas no tempo atrav\u00e9s dos revestimentos"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 reparou como a arquitetura \u00e9 capaz de contar a <a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/historia-da-decoracao-brasileira\/\" target=\"_blank\">hist\u00f3ria<\/a> da civiliza\u00e7\u00e3o? Desde as primeiras estruturas de madeira criadas pelos pr\u00e9-hist\u00f3ricos at\u00e9 as mans\u00f5es dos dias de hoje, houve uma longa caminhada que apenas as casas, apartamentos e revestimentos s\u00e3o capazes de contar.\u00a0<\/p>\n<p>E por falar em revestimentos, cada \u00e9poca teve a sua superf\u00edcie. Rochas, madeira, m\u00e1rmore e at\u00e9 o ch\u00e3o de cacos refletem culturas, h\u00e1bitos e tecnologias de cada s\u00e9culo.\u00a0<\/p>\n<p>Neste post, voc\u00ea vai conhecer um pouco da hist\u00f3ria da arquitetura brasileira por meio dos revestimentos.\u00a0<\/p>\n<h2>Ocas e malocas: revestimentos do Brasil pr\u00e9-Brasil\u00a0<\/h2>\n<figure class=\"gh-styles-m__figureContainer\" style=\"float: undefined;text-align: center\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"gh-styles-m__figureContainer-image\" height=\"596px\" src=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/63105818703b825362c6o1.jpeg\" title=\"\" width=\"850px\" \/><figcaption class=\"gh-styles-m__figureContainer-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align:center\"><em>Maloca ind\u00edgena da comunidade Dessana Tukana, em Manaus\/AM (foto: <\/em><a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/lubasi\/6310581870\" target=\"_blank\"><em>Lucia Barreiros<\/em><\/a><em>)<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>A arquitetura vernacular \u00e9 uma das principais marcas da arquitetura brasileira. Durante tantos s\u00e9culos, diversas e impressionantes tipologias habitacionais foram registradas.\u00a0<\/p>\n<p>A principal constru\u00e7\u00e3o \u00e9 a maloca, ou seja, a casa onde a comunidade ind\u00edgena mora. J\u00e1 a oca \u00e9 a casa individual. Todas elas ficam em aldeias chamadas tabas.\u00a0<\/p>\n<h2>Arquitetura colonial: influ\u00eancia negra e europeia\u00a0<\/h2>\n<figure class=\"gh-styles-m__figureContainer\" style=\"float: undefined;text-align: center\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"gh-styles-m__figureContainer-image\" height=\"\" src=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/LargodoPelourinhoSalvador20199754.jpeg\" title=\"\" width=\"850px\" \/><figcaption class=\"gh-styles-m__figureContainer-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align:center\"><em>Pelourinho une arquitetura europeia com o colorido africano(foto: <\/em><a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/User:Prburley\" target=\"_blank\"><em>Paul R. Burley<\/em><\/a><a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Largo_do_Pelourinho_Salvador_2019-9754.jpg\" target=\"_blank\"><em>\/Wikimedia Commons<\/em><\/a><em>)<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>A arquitetura colonial \u00e9 aquela desenvolvida no Brasil entre os anos de 1530 e 1830, no per\u00edodo entre a chegada dos portugueses e a independ\u00eancia do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 um tipo de arquitetura que tamb\u00e9m foi desenvolvida com m\u00e3o de obra escrava. Al\u00e9m disso, as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas eram diferentes dos pa\u00edses colonizadores, mesmo entre os europeus. Portanto, conta com influ\u00eancias principalmente africanas, ind\u00edgenas e lusitanas.\u00a0<\/p>\n<p>Um grande exemplo \u00e9 o Pelourinho. Apesar dos tra\u00e7os europeus, como as esquadrias e o alinhamento com as ruas, tamb\u00e9m traz o colorido marcante e herdado da \u00c1frica.\u00a0<\/p>\n<h2>Azulejos\u00a0<\/h2>\n<figure class=\"gh-styles-m__figureContainer\" style=\"float: undefined;text-align: center\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"gh-styles-m__figureContainer-image\" height=\"566px\" src=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/azulejospisoEasyResizecom.jpeg\" title=\"\" width=\"850px\" \/><figcaption class=\"gh-styles-m__figureContainer-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align:center\"><em>Revestimento Urbana Retro Mix, da linha Urbana, traz as cores e desenhos da azulejaria cl\u00e1ssica<\/em>\u00a0<\/p>\n<p><a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/azulejos\/\" target=\"_blank\">Azulejos<\/a> s\u00e3o revestimentos cer\u00e2micos quadrados, de pouca espessura e com uma face vidrada. Eles chegaram ao Brasil no s\u00e9culo XVII, tornando-se parte importante da nossa arquitetura.\u00a0<\/p>\n<p>Os azulejos no Brasil foram feitos com a mesma t\u00e9cnica, materiais e, obviamente, gostos dos portugueses. A monocromia azul (em dois tons da cor) simplificava os processos de produ\u00e7\u00e3o, principalmente porque o uso do cobalto era mais f\u00e1cil que o das outras cores.\u00a0<\/p>\n<h2>Terrazzo veneziano e o ch\u00e3o de cacos\u00a0<\/h2>\n<figure class=\"gh-styles-m__figureContainer\" style=\"float: undefined;text-align: center\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"gh-styles-m__figureContainer-image\" height=\"477px\" src=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/terrazzo11024x575.jpeg\" title=\"\" width=\"850px\" \/><figcaption class=\"gh-styles-m__figureContainer-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align:center\"><em>Revestimento San Marco Grigio, da linha Lazer, \u00e9 um exemplo moderno de terrazzo veneziano<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>O terrazzo veneziano \u00e9 um dos revestimentos mais antigos da Hist\u00f3ria. Na Gr\u00e9cia Antiga, os pisos feitos de pedras de riacho eram dispostos e misturados com cal ou argila. Mas foi em Veneza que a t\u00e9cnica se desenvolveu e ganhou fama.\u00a0<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m chamado de granilite, o terrazzo veneziano volta como um revestimento limpo, colorido, f\u00e1cil de colocar e que se destaca em qualquer ambiente.\u00a0<\/p>\n<p>Um \\&#8221;parente distante\\&#8221; do granilite \u00e9 o famoso ch\u00e3o de caquinhos brasileiro. Ele surgiu em S\u00e3o Paulo, entre as d\u00e9cadas de 1940 e 1950, quando um oper\u00e1rio de uma das duas maiores f\u00e1bricas de cer\u00e2mica da \u00e9poca utilizou as sobras da empresa para revestir sua casa, pois n\u00e3o tinha dinheiro para comprar as lajotas que ele mesmo fabricava. O que era improviso virou arte e um dos principais revestimentos da arquitetura brasileira.\u00a0<\/p>\n<h2>Cobog\u00f3: elemento brasileiro com inspira\u00e7\u00e3o \u00e1rabe\u00a0<\/h2>\n<figure class=\"gh-styles-m__figureContainer\" style=\"float: undefined;text-align: center\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"gh-styles-m__figureContainer-image\" height=\"555px\" src=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/pointercobogo3.jpeg\" title=\"\" width=\"850px\" \/><figcaption class=\"gh-styles-m__figureContainer-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align:center\"><span style=\"background-color: antiquewhite\"><em>Rodrigo Ambrosio, Itam\u00e1cio dos Santos e Marcelo Rosenbaum com o cobog\u00f3 Munda\u00fa<\/em><\/span>\u00a0<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o fazer parte dos revestimentos, o cobog\u00f3 faz parte da <a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/a-historia-e-as-caracteristicas-da-arquitetura-nordestina\/\" target=\"_blank\">arquitetura nordestina<\/a> e reflete nossa cultura e clima. O elemento vazado tem como nome a jun\u00e7\u00e3o das s\u00edlabas dos tr\u00eas criadores:\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Um exemplo de como o cobog\u00f3 reflete o Brasil \u00e9 o <a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/cobogo-mundau-muda-vidas\/\" target=\"_blank\">Munda\u00fa<\/a>. Criada pelos designers Marcelo Rosenbaum e Rodrigo Ambrosio e pelo artes\u00e3o Itam\u00e1cio dos Santos, a pe\u00e7a reaproveita cascas do molusco sururu pescado pelas comunidades ao redor da lagoa Munda\u00fa, localizada em Macei\u00f3 (AL).\u00a0<\/p>\n<p>Como visto, a arquitetura, a decora\u00e7\u00e3o e os revestimentos contam um pouco da nossa hist\u00f3ria. Cada casa \u2014 seja ela uma palafita, seja ela uma mans\u00e3o \u2014 reflete diversos processos de constru\u00e7\u00e3o (est\u00e9ticos e tecnol\u00f3gicos) que se desenvolveram at\u00e9 chegar naquele resultado. Da oca ao teatro municipal, todo edif\u00edcio conta uma hist\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>Gotou do conte\u00fado de hoje? E por falar em hist\u00f3ria e arquitetura, conhe\u00e7a o <\/strong><a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/forte-de-sao-jose-da-ponta-grossa\/\" target=\"_blank\"><strong>Forte de S\u00e3o Jos\u00e9 da Ponta Grossa<\/strong><\/a><strong>!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do telhado ao piso, os revestimentos contam hist\u00f3rias. Na arquitetura brasileira, apareceram de diferentes formas e materiais. Conhe\u00e7a alguns deles!<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":50926,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-50692","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dicas-pointer"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50692","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50692"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50692\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50927,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50692\/revisions\/50927"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50692"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50692"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50692"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}