{"id":50663,"date":"2024-02-02T14:00:16","date_gmt":"2024-02-02T17:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/?p=50663"},"modified":"2024-02-02T14:00:16","modified_gmt":"2024-02-02T17:00:16","slug":"racismo-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/racismo-ambiental\/","title":{"rendered":"Racismo Ambiental: o que \u00e9 e como ele afeta popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p>O racismo ambiental \u00e9 um termo que, apesar de n\u00e3o t\u00e3o conhecido, est\u00e1 no nosso dia a dia. Tanto na realidade e at\u00e9 mesmo nas obras de fic\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Tome como exemplo o aclamado filme \\&#8221;Parasita\\&#8221;. Nele, vemos como a desigualdade social proporciona uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es absurdas entre uma fam\u00edlia rica e outra pobre.\u00a0<\/p>\n<p>Em uma das cenas mais marcantes, a personagem rica da hist\u00f3ria est\u00e1 no carro e conversa ao telefone sobre como o c\u00e9u estava limpo, pois a chuva havia limpado toda a polui\u00e7\u00e3o. Seu motorista, pobre, ouve revoltado: aquela mesma chuva tinha destru\u00eddo sua casa e levado os itens da fam\u00edlia.\u00a0<\/p>\n<p>Chover \u00e9 normal e faz bem para o planeta. Alimenta plantas, renova o ar, auxilia na colheita. Mas quando sua for\u00e7a \u00e9 t\u00e3o grande que desmorona resid\u00eancias de fam\u00edlias desfavorecidas, o problema n\u00e3o \u00e9 do c\u00e9u ou da M\u00e3e Natureza, e sim de um sistema que n\u00e3o protegeu a comunidade local de um evento natural e previs\u00edvel.\u00a0<\/p>\n<p>Se voc\u00ea nunca ouviu falar sobre o assunto, veio ao lugar certo. Neste texto, vamos abordar o racismo ambiental e como \u00e9 poss\u00edvel tornar a <a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/sustentabilidade\/\" target=\"_blank\">sustentabilidade<\/a> inclusiva.<\/p>\n<figure class=\"gh-styles-m__figureContainer\" style=\"float: undefined;text-align: center\"><img decoding=\"async\" alt=\"benajmin chavis, criador do termo racismo ambiental\" class=\"gh-styles-m__figureContainer-image\" height=\"100%\" src=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/6799457899fa255be7d0k.jpeg\" title=\"\" width=\"100%\" \/><figcaption class=\"gh-styles-m__figureContainer-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>O ativista Benjamin Chavis falando no com\u00edcio \\&#8221;Protect Our Vote\\&#8221;, em 2012 (Foto: <\/em><a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/vcucns\/6799457899\" target=\"_blank\"><em>VCU Capital News Service<\/em><\/a><em>)<\/em>\u00a0<\/p>\n<h2>O que \u00e9 racismo ambiental?<\/h2>\n<p>\u00c9 um termo utilizado para falar sobre como a injusti\u00e7a ambiental afeta e marginaliza comunidades desfavorecidas, como negros, ind\u00edgenas e pobres.\u00a0<\/p>\n<p>O termo foi cunhado pelo l\u00edder afro-americano de direitos civis Benjamin Chavis em 1982, quando, ao ser preso durante um protesto contra um aterro qu\u00edmico de bifenilpoliclorado na Carolina do Norte (EUA), gritou \\&#8221;Isso \u00e9 racismo ambiental!\\&#8221;\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Chavis j\u00e1 era um ativista muito conhecido na \u00e9poca, principalmente por ter sido um dos 10  condenados injustamente a 35 anos de pris\u00e3o por um inc\u00eandio que n\u00e3o cometeram (todos cumpriam nove anos de encarceramento). Ele tamb\u00e9m atuou como secret\u00e1rio de Martin Luther King Jr.\u00a0<\/p>\n<p>Sobre o termo, Chavis dissertou:\u00a0<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"background-color: antiquewhite\"><cite>\u201cRacismo ambiental \u00e9 a discrimina\u00e7\u00e3o racial nas pol\u00edticas ambientais. \u00c9 discrimina\u00e7\u00e3o racial no cumprimento dos regulamentos e leis. \u00c9 discrimina\u00e7\u00e3o racial no escolher deliberadamente comunidades de minoria racial para depositar rejeitos t\u00f3xicos e instalar ind\u00fastrias poluidoras\u201d<\/cite><\/span>\u00a0<\/p><\/blockquote>\n<p>Num contexto mais amplo, racismo ambiental se refere a como o Norte Global (Estados Unidos, Canad\u00e1, Europa e Oceania) trata o Sul (Am\u00e9rica, \u00c1sia e \u00c1frica).\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 num exemplo mais palp\u00e1vel: 800 fam\u00edlias quilombolas residentes na cidade de Alc\u00e2ntara (MA) poder\u00e3o ser expulsas de suas terras para a constru\u00e7\u00e3o do Centro de Lan\u00e7amento de Alc\u00e2ntara (CLA). O programa aeroespacial brasileiro foi iniciado na d\u00e9cada de 1980 e funciona h\u00e1 37 anos sem licen\u00e7a ambiental.\u00a0<\/p>\n<figure class=\"gh-styles-m__figureContainer\" style=\"float: undefined;text-align: center\"><img decoding=\"async\" alt=\"rompimento da barragem de brumadinho\" class=\"gh-styles-m__figureContainer-image\" height=\"100%\" src=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/brumadinho-scaled.jpeg\" title=\"\" width=\"100%\" \/><figcaption class=\"gh-styles-m__figureContainer-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Desastre em Brumadinho foi provocado por rompimento da barragem da Vale, no in\u00edcio de 2019 (Foto: <\/em><a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Brumadinho,_Minas_Gerais_%2847021727822%29.jpg\" target=\"_blank\"><em>Felipe Werneck\/Ibama\/Wikimedia Commons<\/em><\/a><em>) <\/em><\/p>\n<h2>Brumadinho<\/h2>\n<p>Uma das trag\u00e9dias mais conhecidas dos \u00faltimos anos, o desastre de Brumadinho (MG) tamb\u00e9m pode ser considerado um caso de racismo ambiental.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Ocorrido em 2019, o rompimento da barragem em Brumadinho foi o mais grave acidente de trabalho ocorrido no Brasil em perda de vidas humanas e o segundo desastre industrial mais grave do s\u00e9culo, com 272 pessoas mortas.\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"background-color: antiquewhite\">Um estudo feito na \u00e9poca comprovou que as popula\u00e7\u00f5es mais prejudicadas pelo ocorrido foram as negras e pobres. Al\u00e9m disso, nos primeiros quil\u00f4metros atingidos pelos res\u00edduos, 63,8% da popula\u00e7\u00e3o era de n\u00e3o brancos.<\/span>\u00a0<\/p>\n<figure class=\"gh-styles-m__figureContainer\" style=\"float: undefined;text-align: center\"><img decoding=\"async\" alt=\"enchentes na bahia\" class=\"gh-styles-m__figureContainer-image\" height=\"100%\" src=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/12122021SobrevooemareasatingidasporenchentesnoEstadodaBahia51743604305.jpeg\" title=\"\" width=\"100%\" \/><figcaption class=\"gh-styles-m__figureContainer-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Sobrevoo em regi\u00e3o de Porto Seguro (BA) atingida por enchentes, em 2021 (Foto: <\/em><a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:12_12_2021_Sobrevoo_em_%C3%A1reas_atingidas_por_enchentes_no_Estado_da_Bahia_%2851743604305%29.jpg\" target=\"_blank\"><em>Pal\u00e1cio do Planalto\/Wikimedia Commons<\/em><\/a><em>) <\/em><\/p>\n<h2>Enchentes<\/h2>\n<p>O contexto de racismo ambiental mais pr\u00f3ximo de qualquer realidade brasileira \u00e9 o de enchentes. Pessoas que vivem em resid\u00eancias simples de arquitetura vernacular, como os barracos e as palafitas, s\u00e3o as que mais sofrem com uma chuva mais forte.\u00a0<\/p>\n<p>A falta de saneamento b\u00e1sico, a alta quantidade de res\u00edduos nas ruas e o gigantesco volume de gases de efeito estufa (GEE) liberados na atmosfera transformam favelas em um potencial cen\u00e1rio de trag\u00e9dias.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>O racismo ambiental impacta justamente pessoas que n\u00e3o t\u00eam poder pol\u00edtico e econ\u00f4mico para reverter ou evitar essas trag\u00e9dias.\u00a0<\/p>\n<p>As casas s\u00e3o constru\u00eddas em barrancos ou com materiais fr\u00e1geis pela falta de recursos financeiros para a compra de um terreno, a constru\u00e7\u00e3o de uma casa, o pagamento de IPTU e\/ou de aluguel.\u00a0<\/p>\n<p>Por isso, s\u00e3o afetadas at\u00e9 mesmo quando a chuva parece n\u00e3o ser muito forte, mas que \u00e9 capaz de quebrar ou levar telhados mais leves. Em enchentes, a lama pode derrubar a casa, provocando uma trag\u00e9dia ainda maior.\u00a0<\/p>\n<h2>Como empresas podem combater o racismo ambiental?\u00a0<\/h2>\n<p>Ind\u00fastrias e grandes corpora\u00e7\u00f5es s\u00e3o as grandes respons\u00e1veis pela emiss\u00e3o de GEE na atmosfera. Quando n\u00e3o conscientes do impacto de suas a\u00e7\u00f5es na sociedade, acabam prejudicando as comunidades locais \u2014 principais v\u00edtimas do racismo ambiental.\u00a0<\/p>\n<p>Nesse contexto, a\u00e7\u00f5es que possam reverter essa emiss\u00e3o e, principalmente, trazer benef\u00edcios \u00e0 popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o formas de colocar em pr\u00e1tica a real sustentabilidade.\u00a0<\/p>\n<h3>Sururu: conchas que transformam\u00a0<\/h3>\n<figure class=\"gh-styles-m__figureContainer\" style=\"float: undefined;text-align: center\"><img decoding=\"async\" alt=\"projeto sururu\" class=\"gh-styles-m__figureContainer-image\" height=\"null%\" src=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/SururuConchasqueTransformamcobogo.jpeg\" title=\"\" width=\"100%\" \/><figcaption class=\"gh-styles-m__figureContainer-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>O artes\u00e3o Itam\u00e1cio dos Santos segura o Cobog\u00f3 Munda\u00fa, desenvolvido com uma biomassa de cascas de sururu (Foto: <\/em><a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/blog.archtrends.com\/sururu-conchas-que-transformam\/\" target=\"_blank\"><em>Divulga\u00e7\u00e3o Portobello<\/em><\/a><em>)<\/em>\u00a0<\/p>\n<p>As comunidades ao redor da Lagoa Munda\u00fa, localizada no bairro de Vergel, em Macei\u00f3 (AL), sobrevivem gra\u00e7as \u00e0 pesca do sururu. Por isso, desde 2014 o molusco \u00e9 considerado patrim\u00f4nio imaterial de Alagoas.\u00a0<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que as conchas s\u00e3o descartadas incorretamente, gerando problemas sanit\u00e1rios para a popula\u00e7\u00e3o. Os res\u00edduos org\u00e2nicos presentes acabam apodrecendo e atraindo outros animais, o que provoca ainda mais res\u00edduos e riscos \u00e0 sa\u00fade humana.\u00a0<\/p>\n<p>Em 2019, surge o Projeto Sururu (hoje chamado <a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/projeto-sururu-conchas-que-transformam\/\" target=\"_blank\">Projeto Sururu: conchas que transformam<\/a>), uma parceria entre a prefeitura de Macei\u00f3, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (Iabs) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, al\u00e9m de outras institui\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p>Marcelo Rosenbaum \u00e9 convidado a participar do projeto criando um relat\u00f3rio, e ent\u00e3o convida o designer Rodrigo Ambrosio para auxili\u00e1-lo no contato com as comunidades locais.\u00a0<\/p>\n<p>Um dos moradores da regi\u00e3o abre as portas para a cria\u00e7\u00e3o de um \\&#8221;laborat\u00f3rio\\&#8221; rudimentar. Ambos, ent\u00e3o, come\u00e7aram a fazer experimentos utilizando a casca do sururu.\u00a0<\/p>\n<p>O suporte da ONG Instituto Mandaver e o do artes\u00e3o Itam\u00e1cio dos Santos permitiu a cria\u00e7\u00e3o da biomassa que deu origem ao cobog\u00f3 Munda\u00fa \u2014 uma pe\u00e7a que une <a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/sustentabilidade-ambiental\/\" target=\"_blank\">sustentabilidade ambiental<\/a>, apoio da comunidade local e arquitetura genuinamente brasileira em um design \u00fanico.\u00a0<\/p>\n<p>O cobog\u00f3 Munda\u00fa tem sido desenvolvido em parceria com o Grupo Portobello. A comercializa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pela Portobello; j\u00e1 as comunidades da orla da lagoa s\u00e3o apoiadas pela Pointer.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Seu design e o uso da biomassa foram t\u00e3o revolucion\u00e1rios que conquistaram pr\u00eamios, como o iF Design Award 2022, na categoria Produto, e o Casa Vogue Design 2021, na categoria Revestimentos.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m do problema de descarte, a lagoa Munda\u00fa \u00e9 prejudicada pelo racismo ambiental continuamente. Despejo de esgoto, assoreamento e retirada dos mangues s\u00e3o alguns dos problemas pelos quais o local passa continuamente.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Por fim, a possibilidade de desabamento de uma das minas da Braskem pode provocar o aumento de sal na lagoa, desestabilizando o ambiente prop\u00edcio para a prolifera\u00e7\u00e3o de sururus e, consequentemente, provocando sua extin\u00e7\u00e3o local.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>O desenvolvimento do Cobog\u00f3 Munda\u00fa \u00e9 um passo firme e constante para ajudar as comunidades locais, mas ainda h\u00e1 muito a ser feito.\u00a0<\/p>\n<p>Outro projeto nessa dire\u00e7\u00e3o \u00e9 o desenvolvimento de uma pousada usando os blocos feitos da casca do molusco. A futura Pousada de Sururu ficar\u00e1 em Tatuamunha, tamb\u00e9m em Alagoas.\u00a0<\/p>\n<p>Como visto, o racismo ambiental est\u00e1 perto de todos n\u00f3s, e precisa ser constantemente combatido. De nada adianta um trabalho sustent\u00e1vel que n\u00e3o contemple as comunidades desfavorecidas. Neste contexto, conhe\u00e7a a import\u00e2ncia da <a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/sustentabilidade-social\/\" target=\"_blank\">sustentabilidade social<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p><em>(Foto de capa: <\/em><a data-type=\"LINK\" href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:CIDH_aldeia_guyraroka_2.jpg\" target=\"_blank\"><em>Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos\/Wikimedia Commons<\/em><\/a><em>)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Permitir que popula\u00e7\u00f5es desfavorecidas tenham qualidade de vida \u00e9 essencial para colocar a sustentabilidade em pr\u00e1tica. Saiba o que \u00e9 o racismo ambiental<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":50832,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-50663","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dicas-pointer"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50663","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50663"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50663\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50833,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50663\/revisions\/50833"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50832"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50663"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50663"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pointer.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50663"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}